Mirage 2000 - França


Sucessor do eficiente Mirage III, do qual a Dassault já vendeu mais de duas mil unidades em 30 anos, o Mirage 2000 representa um grande salto à frente. A Força Aérea francesa pretendia um caça de mach 3, o Super Mirage G.8A, mas esse plano foi abandonado e o modelo 2000 foi concebido para combinar a velocidade com uma verdadeira capacidade polivalente, a um preço acessível. Escolhido em 1975 como o principal avião de combate francês para as décadas seguintes, foi o primeiro caça com comandos fly-by-wire europeu, com a asa em delta podendo assim receber avançadas superfícies de controle em forma de flaps ao longo do bordo de ataque e elevons no comprimento do bordo de fuga. Esses dispositivos só se abrem em situações de combate para alterar a curvatura da asa, aumentando a sustentação e a manobrabilidade. O harmônico conjunto de asa-fuselagem, aliado aos painéis em materiais compostos da deriva, do leme, de sua parte superior e das portas do trem de aterrissagem, reduzem não só a resistência aerodinâmica como o peso da estrutura, permitindo o transporte de uma maior carga de combustível e armas. Assim os 95 kN de empuxo com pós-combustão do motor Snecma M53-P2A do Mirage 2000 o levam a atingir uma velocidade máxima superior a mach 2,2. As contramedidas eletrônicas, os lançadores de chaff anti-radar e fogos-de-bengala foram instalados internamente para evitar contêiners externos. Com uma carga bélica de 6.300 kg e alcance superior a 3.300 km, demonstrou ser tão capaz de interceptar alvos a grande altitude como iludir as defesas aéreas em missões de ataque à baixa altitude.


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Equipado com um radar RDY, de alcance operacional superior a 100 km, possui quatro modos: combate ar-ar, ataque ar-superfície, cartográfico e descoberta marítima. Em 1987, a Dassault anunciou o desenvolvimento da versão 2000-5, com novas telas para o painel de comandos, armado com os novos mísseis MICA, maior autonomia e possibilidade de se instalar ainda um pod com sensores infravermelhos (FLIR) e marcadores laser. Está configurado para usar uma gama extensa de armas, entre elas: bombas LGB de 400 e 1.000 kg, mísseis de orientação laser AS-30L, disseminadores de sub-munições Apache, bombas anti-pista Durandal e BAP 100, mísseis anti-radar Armat e bombas de fragmentação Belouga, além dos mísseis ar-ar MICA, R550 Magic 2 e Super 530. A manutenção foi facilitada com um sistema de verificações em vôo com registro dos resultados, para posterior avaliação do pessoal em terra. A França enviou 14 caças Mirage 2000C para a Guerra do Golfo em 1991, cuja missão era a defesa do espaço aéreo saudita e a escolta dos aviões de ataque ou reconhecimento. Embora tivessem atuado no interior do Iraque e realizado mais de 500 surtidas, nunca houve oportunidade de se engajar em combates aéreos. Mesmo após a entrada em serviço do novo caça Rafale, o Mirage 2000 continuará a desempenhar um papel crucial no sistema de defesa da França.
A Embraer, em conjunto com seus sócios franceses Dassault, Snecma e Thales, desenvolveu a versão Mirage 2000 BR, para participar do Programa FX da Força Aérea brasileira, equipado com o novo radar RDY-2, sistema de armas do Rafale, data link, sistema de navegação inercial a giros laser integrado a GPS e conjunto de contramedidas eletrônicas de última geração.

Usuários: França, Índia, Brasil, Peru, Taiwan, Emirados Árabes Unidos, Grécia, Egito e Qatar.



Origem
França
Dimensões
envergadura: 9,1 m / comprimento: 14,3 m / altura: 5,2 m
Velocidade
2.338 km/h (máxima)
Alcance
3.330 km (máximo com tanques externos)
Peso
17.000 kg (máximo na decolagem)
Motor
Turbina Snecma M53-P2A, com 95 kN de empuxo
Armamento
Dois canhões DEFA 554, de 30 mm, mísseis ar-ar de curto alcance R550 Magic 2, mísseis ar-ar de médio alcance MICA e Super 530, além de variados tipos de bombas

 

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