Armas de Guerra

 

NSM Naval Strike Missile - Noruega

O Naval Strike Missile (NSM ou designação americana RGM-184A) é um míssil antinavio e de ataque a alvos terrestres desenvolvido pela empresa norueguesa Kongsberg Defence & Aerospace (KDA). A partir deste projeto foi desenvolvida uma versão multimissão, denominada Joint Strike Missile (JSM). O contrato inicial de produção em série do míssil NSM foi assinado em junho de 2007. Ele foi escolhido pela Marinha Real Norueguesa para suas fragatas da classe Fridtjof Nansen e corvetas da classe Skjold. Em dezembro de 2008, foi selecionado também pela Marinha Polonesa, que encomendou cinquenta mísseis terrestres, incluindo dois para testes, com entregas planejadas entre 2013 e 2016. A etapa final foi concluída em junho de 2011 com testes na base americana Naval Air Station Point Mugu, na Califórnia. Em abril deste ano, o Ministério da Defesa da Noruega anunciou a fase 2 de desenvolvimento. Em 10 de outubro de 2012, a Marinha Real Norueguesa disparou um míssil NSM pela primeira vez, a partir do navio-patrulha HNoMS Glimt. Em 5 de junho de 2013, foi realizado o primeiro teste de disparo do míssil com ogiva real contra uma fragata desativada da classe Oslo, HNoMS Trondheim, que foi atingida e a munição funcionou conforme o esperado. Ainda em 2013, a Polônia concluiu a Divisão de Mísseis Costeiros, equipada com 12 NSM e 23 veículos, incluindo 6 lançadores, 2 radares TRS-15C, 6 veículos de controle de tiro e 3 veículos de comando. O planejamento prevê que a Divisão será equipada com 12 lançadores, cada um carregando 4 mísseis, totalizando 48 mísseis, e para tanto em 2014 foi concretizada a encomenda de um segundo lote. No verão de 2014, a Marinha dos EUA confirmou que o NSM seria testado a bordo do navio de combate litorâneo USS Coronado (LCS-4), o que ocorreu com sucesso. A Kongsberg e a Raytheon uniram-se para apresentar o NSM como míssil antinavio de longo alcance para os navios da classe LCS (Littoral Combat Ship). Em maio de 2017, os mísseis de longo alcance Boeing RGM-84 Harpoon e Lockheed Martin AGM-158C LRASM foram retirados da competição do Sistema de Armas para Além do Horizonte (OTH-WS), deixando o NSM como o único concorrente restante. Assim, em maio de 2018, a US Navy selecionou oficialmente o míssil norueguês para servir como arma antinavio de longo alcance dos LCS, recebendo a designação RGM-184A. Durante o exercício RIMPAC 2014, a fragata Fridtjof Nansen realizou um disparo bem-sucedido do NSM, com o míssil impactando e detonando conforme projetado. Na exposição LIMA 2015, a Malásia anunciou que o míssil ganhou o contrato para cumprir o requisito de mísseis antinavio para a classe Maharaja Lela de sua Marinha. No início de 2017, foi anunciado que a Marinha alemã também iria adquirir uma quantidade significativa destes mísseis de ataque naval. Durante o RIMPAC 2018, o US Army disparou um míssil a partir de uma bateria na costa para afundar um navio. Em outubro de 2019, o USS Gabrielle Giffords disparou o NSM contra a fragata desativada USS Ford, que foi rebocado perto de Guam, no Pacífico, para servir de alvo em um exercício de afundamento. De acordo com o Naval News em junho de 2024, o destróier da classe Arleigh Burke, USS Fitzgerald, e o destróier da classe Hobart, HMAS Sydney, foram observados em Honolulu com lançadores de mísseis NSM durante o RIMPAC 2024. O Naval Strike Missile será usado pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA como parte do Sistema de Interdição de Navios Expedicionários da Marinha/Fuzileiros Navais (NMESIS), que coloca uma unidade de lançamento NSM em uma plataforma móvel não tripulada baseada em um veículo leve 4x4 JLTV para permitir que os mísseis antinavio sejam disparados a partir de terra. Em junho de 2023, a fragata HNoMS Otto Sverdrup, disparou um míssil de ataque naval contra uma corveta excedente em um exercício de afundamento no Mar da Noruega. Em agosto de 2024, o Governo australiano anunciou a assinatura de um acordo de parceria com a subsidiária local da Kongsberg — a Kongsberg Defence Australia — para a fabricação e manutenção de mísseis NSM para a Marinha Real Australiana em uma nova fábrica construída especificamente para esse fim e também fabricará o Joint Strike Missile (JSM) para a Força Aérea Real Australiana com início da produção programada para começar em 2027. Durante a exposição de defesa MSPO 2024, foi anunciado que os mísseis NSM equiparão as fragatas da classe Wicher da Polónia, substituindo o RBS15 Mk3 anteriormente planejados. A partir de 2025, a Dinamarca tornou-se o 14º país a adquirir o Naval Strike Missile, integrando-o nas suas fragatas da classe Iver Huitfeldt. O acordo, avaliado em aproximadamente 180 milhões de euros, foi realizado através de um acordo bilateral com a Noruega e representa um passo no alinhamento das capacidades navais dinamarquesas com os objetivos de interoperabilidade da OTAN. Em novembro de 2022, o Ministério da Defesa do Reino Unido anunciou a compra do NSM para a Marinha Real como substituto provisório do RGM-84 Harpoon, enquanto se aguarda a introdução do míssil anglo-francês Stratus, atualmente em desenvolvimento. O sistema deverá ser instalado em onze fragatas Type 23 e destróieres Type 45. Em setembro de 2025, o HMS Somerset realizou o primeiro disparo real de um NSM da Royal Navy no campo de testes de Andøya, durante um exercício multinacional. Em maio de 2026, o Ministro da Defesa da Malásia anunciou que a Noruega havia proibido as entregas do NSM à ao país, apesar de já terem pago 95% do valor do contrato de US$ 145 milhões. Fontes sugerem que componentes fabricados nos Estados Unidos, como o giroscópio do sistema de orientação, podem ter sido a causa do cancelamento do contrato. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega anunciou posteriormente que a exportação das tecnologias de defesa do país, incluindo o Naval Strike Missile, estaria restrita a aliados e parceiros mais próximos, com a Malásia excluída.

O design de última geração e o uso de materiais compósitos visam conferir ao míssil sofisticadas capacidades furtivas, reduzindo seu peso a pouco mais de 400 kg e permitindo um alcance superior a 300 km (160 nmi). Ele foi projetado tanto para águas litorâneas, como para cenários em mar aberto. O uso de uma ogiva de fragmentação/explosão de liga de titânio de alta resistência da empresa TDW está em consonância com o design moderno e leve, acionada por uma espoleta inteligente programável com sensor de vácuo, projetada para otimizar o efeito contra alvos rígidos. Assim como seu antecessor, o míssil antinavio Penguin, o NSM é capaz de sobrevoar e contornar massas de terra, viajar em modo de voo rente ao mar e, em seguida, realizar manobras aleatórias na fase terminal, tornando-o mais difícil de ser interceptado por contramedidas inimigas. Em 2016, foi confirmado pela Marinha Real Norueguesa que o NSM também pode atacar alvos terrestres. A tecnologia de seleção de alvos proporciona ao míssil a capacidade de detecção, reconhecimento e discriminação independentes de alvos no mar ou na costa. Isso é possível graças à combinação de um sensor infravermelho de imagem (IIR) e um banco de dados de alvos integrado ATR (Autonomous Target Recognition). O NSM é capaz de navegar por meio de sistemas GPS, inerciais e TERCOM. Após ser lançado ao ar por um foguete auxiliar de combustível sólido, que é ejetado ao se esgotar, o míssil é propelido em direção ao seu alvo em alta velocidade subsônica por um motor turbojato de sustentação, deixando a ogiva multifuncional de 125 kg fazer seu trabalho, que no caso de um alvo naval, significa impactar o navio na linha d'água ou próximo a ela. O NSM CDS (Coastal Defence System), variante polonesa, consiste de uma bateria costeira em três veículos lançadores de mísseis (MLV), um veículo de comando de bateria (BCV), três veículos de comando de combate (CCV), um centro de comunicação móvel (MCC), um veículo com o radar TRS-15C, um veículo de transporte e remuniciamento (TLV) e um veículo de oficina móvel (MWV). Cada MLV transporta 4 mísseis e pode ser conectado ao CCV por fibra óptica ou rádio a uma distância de até 10 km, permitindo que até 6 lançadores com 24 mísseis possam ser interligados simultaneamente. Quando instalados em navios, os NSM podem ser montados no convés em conjuntos de um, dois, três, quatro ou seis lançadores. A variante australiana consiste de uma unidade de tiro desenvolvida pela em conjunto pela Kongsberg Defence Australia e pela Thales Australia, sendo composta por: Lançador StrikeMaster, Comando e Controle de tiro e Reabastecimento, todos montados sobre veículo Thales Bushmaster. Em maio de 2025, a KNDS testou o míssil NSM no EuroPULS, uma variante alemã do sistema de lançamento múltiplo de foguetes israelense PULS em um chassi Iveco Trakker 8×8. Na MSPO 2017, foi revelada uma variante do NSM lançado por submarino (NSM-SL), que despertou o interesse da Marinha Espanhola para os seus novos submarinos classe S-80 Plus. Mas o desenvolvimento desta variante foi cancelado em 2021. A ideia para uma versão NSM-AL, lançada a partir de aeronaves, surgiu em 2024 quando o Ministério da Defesa espanhol elaborou um estudo para avaliar a capacidade de equipar o seu helicóptero NH90 HHSPN com o míssil. A Agência Norueguesa de Material de Defesa e a Força Aérea Real Norueguesa sugeriram transportar o NSM no avião de patrulha e reconhecimento marítimo P-8 Poseidon, mas ainda não foi tomada qualquer decisão.

Operadores atuais e futuros: Noruega, Austrália, Holanda, Grã-Bretanha, Estados Unidos, Polônia, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Espanha, Romênia, Letônia e Japão.



Origem
   
Noruega
Peso
   
407 kg
Velocidade
     
Mach 0.9
Alcance
     
300 km
Ogiva
      125 kg
Orientação
     
GPS / INS
Propulsão
     
turbojet TRI 40




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