Unidade de Operações Especiais - Espanha

Equipe UOE treina infiltração com bote A Espanha tem uma longa história de criação de unidades especializadas, de elite e não convencionais para combater seus inimigos. Nos dias de hoje um pequeno, mas altamente treinado e especializado grupo de soldados selecionados carrega esta tradição, dentro do Corpo de Fuzileiros Navais espanhol, a Infantería de Marina. Conhecida como Unidad de Operaciones Especiales (UOE), está apta a conduzir uma variedade de missões: aquisição de alvos, observação e controle avançado de artilharia; reconhecimento a longa distância; inteligência de informações; interrupção de linhas de comunicação do inimigo; ações de combate diretas como assaltos, interdição marítima e abordagem de embarcações; e operações de resgate de reféns ou pilotos abatidos em terreno hostil.

A unidade foi criada em 1952, para atacar posições costeiras pesadamente defendidas ou conquistar alvos de difícil acesso, como oponentes entrincheirados em escarpas no litoral. Tendo como modelo as unidades SEAL da US Navy e as SBS da Royal Navy, a UOE teve suas capacidades operacionais ampliadas, assumindo novas funções, entre elas demolição submarina, inserções aéreas e ataques diretos de sabotagem. Baseada em San Fernando, é composta por 170 homens comandados por um Tenente-Coronel, organizados em uma seção de Comando e Serviço, duas seções de Operações Especiais (divididas em equipes de 4 homens cada) e uma seção de Mergulhadores de Combate.

Seus membros são selecionados entre voluntários que tenham servido pelo menos por um ano na Infantería de Marina e são submetidos a exaustivos testes físicos e psicológicos, incluindo marcha foçada com todo o equipamento, exercícios com tiro real e treinamento de sobrevivência no mar e em território inimigo. Levados ao limite, metade dos selecionados desiste nesta fase. Em seguida recebem instrução de saltos de paraquedas em mar aberto, táticas de infiltração, emboscada, manuseio de pequenas embarcações, combate corpo-a-corpo, primeiros-socorros, operações helitransportadas e infiltração a partir de submarinos da Marinha espanhola. Alguns membros se especializam em ações de sniper, operação de designador laser de alvos, controlador avançado de tiro, escalada e saltos HALO.

Equipe UOE prepara emboscadaVisando aprimorar ainda mais suas técnicas, são comuns os exercícios conjuntos com outras unidades de elite do país, como a UEBC da Marinha, EZAPAC da Força Aérea e PRP do Exército, além das de outras nações como a americana SEAL, a portuguesa DAE, a italiana COMSUBIN e a francesa Commandos Marine. Contando com o apoio dos navios, aviões e submarinos da Marinha espanhola, seu equipamento inclui botes infláveis Zodiac, caiaques Klepper, rádios UHF/VHF, aparelhos GPS e equipagem para mergulho de circuito fechado. Seu armamento é composto de pistola Llama 82B de 9 mm, com mira laser e silenciador, fuzis CETME Model L e HK G-36 ambos de 5.56 mm, fuzil sniper Mauser SP 66 de 7.62 mm e metralhadoras Ameli de 5.56 mm e a M-60 de 7.62 mm GPMG.

A UOE foi pela primeira vez empregada em ação em 1969, quando ajudou na evacuação de civis espanhóis da antiga colônia da Guiné Equatorial, na África. Atuou extensivamente contra o grupo terrorista basco ETA e foi empregado na ex-Yugoslávia, como parte do contingente da Espanha na Força Internacional (IFOR) que operou naquele país, prestando inestimáveis serviços às tropas aliadas.





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