Tropas de Elite


Força Delta (2025) - Estados Unidos

Comando da Força Delta O 1º Destacamento Operacional de Forças Especiais - Delta (1st Special Forces Operational Detachment - Delta ou 1º SFOD-D), também conhecido como Força Delta, é uma unidade de operações especiais do Exército Americano, cujas missões envolvem principalmente contraterrorismo, resgate de reféns, ação direta e reconhecimento especial, frequentemente contra alvos de alto valor. A Força Delta, juntamente com suas contrapartes da Marinha e da Força Aérea consideradas como a "elite da elite", são encarregadas de realizar as missões mais complexas, secretas e perigosas, autorizadas diretamente pelo Presidente e pelo Secretário de Defesa. A unidade foi criada em 1977, após inúmeros incidentes terroristas amplamente divulgados que levaram o governo a desenvolver uma unidade antiterrorista em tempo integral. O primeiro curso de treinamento durou de abril a setembro de 1978, sendo foi certificada como totalmente operacional no outono de 1979, pouco antes da crise dos reféns no Irã. Em 4 de novembro de 1979, 52 diplomatas e cidadãos americanos foram feitos reféns e mantidos na embaixada dos EUA em Teerã, Irã. A Força Delta foi encarregada de planejar e executar a Operação "Eagle Claw", o esforço para resgatar os reféns nas noites de 24 e 25 de abril de 1980. Em pleno deserto iraniano, a meio caminho da capital, a operação foi abortada devido a falhas em alguns dos helicópteros CH-53D Sea Stallion e após um desastre com um C-130 Hercules. Após a operação fracassada, o governo percebeu que mais mudanças eram necessárias e o 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais, também conhecido como "Night Stalkers", foi criado para as missões que exigiam apoio aéreo. Com uma estrutura semelhante à do 22º Regimento SAS britânico, que inspirou sua formação, a unidade está operacionalmente vinculada ao JSOC (Joint Special Operations Command) e sua sede fica em Fort Bragg, Carolina do Norte. Estima-se que seu efetivo seja de aproximadamente 1.000 soldados, dos quais cerca de 250 a 300 são treinados para conduzir operações de comandos e os demais compõem pessoal de apoio ao combate e administrativo. Estão assim organizados: Esquadrões A, B, C, D (todos de Ações de Comandos), E (Tecnologia de Aviação) e G (Operações de Força Avançada - AFO); Esquadrão de Sinais; Esquadrão de Apoio ao Combate; Diretoria de Desenvolvimento de Combate; e Seleção e Treinamento. Dentro de cada Esquadrão, existem três Tropas: as Tropas 1 e 2 (Assalto) e a tropa 3 (Reconhecimento). Cada Tropa tem quatro Equipes, geralmente com cinco ou seis membros em cada uma. A maioria de seus operadores e membros de apoio ao combate são selecionados do 75º Regimento de Rangers, embora a seleção esteja aberta a outras unidades de operações especiais e convencionais do Exército e de outros ramos militares. Os candidatos devem ser qualificados paraquedistas ou se voluntariar para treinamento aerotransportado e devem ser elegíveis para um nível de autorização de segurança "secreto" e não devem ter sido condenados por corte marcial ou ter ação disciplinar registrada em seu arquivo pessoal militar. A seleção é realizada duas vezes por ano (do final de março ao final de abril e do final de setembro ao final de outubro) em Camp Dawson, Virgínia Ocidental, e dura quatro semanas. O curso começa com testes padrão, incluindo flexões, abdominais e uma corrida de 3,2 km, um nado invertido e uma natação de 100 m totalmente vestido. Os candidatos então são submetidos a uma série de cursos de navegação terrestre, um dos quais exigia que percorressem 29 km à noite carregando uma mochila de 18 kg. A cada desafio subsequente, a distância a percorrer e o peso da mochila aumentam, enquanto o tempo concedido diminui. O desafio final é uma marcha de 64 km com uma mochila de 20 kg em terreno acidentado. A parte mental do teste começa com inúmeros exames psicológicos, onde cada candidato é então chamado para enfrentar uma banca de instrutores da Delta, psicólogos da unidade e seu comandante, que fazem uma série de perguntas e depois analisavam cada resposta e gesto para exaurir o candidato mentalmente. O comandante então se aproxima do candidato e o informa se ele foi selecionado. Aqueles que passam pelo processo de triagem são submetidos a um intenso Curso de Treinamento de Operadores (OTC) de seis meses, para aprender técnicas de contraterrorismo e contra-inteligência, e treinamento com armas de fogo e outras armas. Normalmente, de uma turma de 120 candidatos, apenas de 12 a 14 concluem a seleção.

Comandos da Força Delta As fases do Curso incluem: Tiro ao Alvo, no qual os alunos praticam tiro sem mirar em alvos fixos a curta distância até atingirem precisão quase completa, passando então para alvos móveis. Uma vez aperfeiçoadas essas habilidades eles passam ao simulador e eliminam "inimigos" em salas – primeiro um, depois dois, depois três e, finalmente, quatro. Quando todos os alunos demonstram a habilidade necessária, "reféns" são adicionados ao treinamento; Demolições e Arrombamento, onde aprendem a abrir diversos tipos de fechaduras, incluindo as de carros e cofres, aliado ao treinamento avançado em demolição e fabricação de bombas utilizando materiais comuns; Habilidades Combinadas (com suporte de agentes do FBI), em que praticam tiro de precisão no simulador e em outras instalações para se prepararem para operações com reféns e contraterrorismo, com tropas de assalto e atiradores de elite trabalhando em conjunto. Eles praticam situações terroristas ou com reféns em edifícios, aeronaves e outros cenários. Todos os alunos aprendem como posicionar atiradores de elite ao redor de um prédio com reféns. Embora a Delta possua tropas especializadas em atiradores de elite, todos os membros passam por esse treinamento e sabe-se que munição real foi usada nesses exercícios para testar os alunos e construir confiança entre eles; Técnicas de Espionagem (com assessoria de pessoal da CIA), onde são ensinadas diferentes habilidades relacionadas à espionagem, como pontos de encontro secretos, encontros breves, abordagens, sinais de carga e descarga, sinais de perigo e segurança, vigilância e contra-vigilância; Proteção Executiva (com supervisão de agentes do Serviço Secreto), aqui os alunos fazem um curso avançado de direção para aprender a usar um ou mais veículos como armas defensivas e ofensivas. Em seguida, aprendem técnicas de proteção VIP e diplomática desenvolvidas pelo Serviço Secreto e pelo Serviço de Segurança Diplomática; e Exercício Final, onde se exige que os alunos apliquem e adaptem dinamicamente todas as habilidades que aprenderam. A Força Delta treina com outras unidades de operações especiais estrangeiras para aprimorar táticas e fortalecer o relacionamento com elas, incluindo o Regimento de Serviço Aéreo Especial australiano (SASR), o Serviço Aéreo Especial britânico (SAS) e a Força-Tarefa Conjunta 2 do Canadá. A maioria das operações atribuídas à Delta é classificada, mas alguns detalhes se tornaram de conhecimento público. Pelo serviço prestado durante a Operação "Urgent Fury" (1983), a invasão americana de Granada, a Delta recebeu o Prêmio Conjunto de Unidade Meritória. A unidade recebeu o Prêmio de Unidade Valorosa por heroísmo extraordinário durante a missão de resgate de reféns na Prisão Modelo e a captura de Manuel Noriega em dezembro de 1989 durante a Operação "Just Cause" no Panamá. Os operadores do 1° SFOD-D do Esquadrão C também estiveram envolvidos na Operação "Gothic Serpent" (1993) na Somália. Dois desses operadores, o Sargento-Mor Gary Gordon e o Sargento de Primeira Classe Randy Shughart, receberam postumamente a Medalha de Honra por suas ações em 3 de outubro de 1993, durante a Batalha de Mogadíscio. Durante a Operação Liberdade Duradoura e a Operação Liberdade do Iraque, o 1º SFOD-D recebeu a Citação Presidencial de Unidade por operações de combate no Afeganistão, de outubro de 2001 a março de 2002, e no Iraque, de março de 2003 a dezembro de 2003. Em 26 de outubro de 2019, operadores da Força Delta, acompanhados por membros do 75º Regimento de Rangers, realizaram uma incursão ao complexo do líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, que resultou em sua morte. O Departamento de Defesa controla rigorosamente as informações sobre a Força Delta e geralmente se recusa a comentar publicamente sobre a unidade altamente secreta e suas atividades, a menos que a unidade faça parte de uma grande operação ou que um membro da unidade tenha sido morto. Os operadores da Delta recebem uma enorme flexibilidade e autonomia durante operações militares no exterior. Padrões de apresentação pessoal mais flexíveis, como penteados civis e barba, são permitidos para possibilitar que os membros se misturem e evitem ser reconhecidos como militares.

Nota do Editor: Em 2002 quando iniciamos as atividades de nosso site, a primeira unidade de Operações Especiais sobre a qual escrevemos foi a Força Delta, e passados 23 anos, achamos por bem atualizar as informações já que neste período ocorreram diversas missões, nos mais diversos cenários operacionais, onde seus membros tiveram uma atuação relevante.





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