Ranking
do Poder Militar na América do Sul - 2005 / 2006

O presente estudo foi elaborado utilizando-se uma metodologia exclusiva desenvolvida pelo Military Power Review, onde foram analisados fatores militares, econômicos e geopolíticos de cada país, atribuindo-se pontos e um peso para cada item de acordo com sua importância, que em sua totalidade refletiram a escala de poder das principais nações sul-americanas:
|
País |
Exército (pontos) |
Marinha |
Força
Aérea (pontos) |
Efetivos / População (pontos) |
G.M.
/ PIB (pontos) |
PDN (pontos) |
P.E.
(pontos) |
Total
de pontos |
Ranking |
|
Brasil |
198 |
154 |
174 |
10 |
30 |
25 |
39 |
630 |
1º |
|
Peru |
152 |
104 |
92 |
30 |
30 |
20 |
21 |
449 |
2º |
|
Chile |
120 |
99 |
63 |
40 |
50 |
30 |
17 |
419 |
3º |
|
Argentina |
143 |
105 |
72 |
10 |
30 |
15 |
27 |
402 |
4º |
|
Venezuela |
74 |
61 |
72 |
30 |
30 |
35 |
14 |
316 |
5º |
|
Colômbia |
47 |
49 |
75 |
40 |
50 |
20 |
22 |
303 |
6º |
|
Equador |
56 |
53 |
40 |
40 |
40 |
10 |
5 |
244 |
7º |
©
www.militarypower.com.br |
|||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Análise: |
| Situação atual e perpectivas: |
Brasil: anunciou a aquisição de 12 caças Mirage
2000C usados, que serão incorporados em 3 lotes de quatro aeronaves
em 2006, 2007 e 2008. Adquiriu também nove F-5E/F da Arábia
Saudita e 6 helicópteros UH-60L
Black Hawk novos, com opção de mais seis, sendo que
a modernização dos caças F-5E Tiger II da frota atual
prossegue de acordo com o cronograma e algumas unidades já estão
operacionais. Os primeiros aviões de transporte CASA C-295 novos
devem ser entregues até o final do ano e duas aeronaves Lockheed
P-3 Orion já estão na Espanha para montagem dos equipamentos
de vigilância marítima. O Exército Brasileiro pretende
adquirir 240 carros de combate Leopard
1A5 alemães e busca desenvolver no mercado interno uma nova
família de blindados sobre rodas. Um financiamento internacional
de US$ 1,4 bilhão permitirá à nossa Marinha adquirir
novos submarinos de maior porte e modernizar os cinco da classe
IKL 209. Continua o esforço para terminar a construção
da última corveta derivada da classe Inhaúma, a maior e
mais avançada V-34 "Barroso".
Peru: incorporou duas
fragatas da classe Lupo
usadas e espera mais duas unidades ex-Marinha italiana. Enquanto busca
recursos para viabilizar a modernização de seus submarinos
IKL 209/1200, fechou contrato com empresas russas para manter operacionais
seus caças Mig-29
e os helicópteros Mil Mi-17.
Chile: já recebeu os dois novos submarinos da classe
Scorpene e os dois primeiros caças F-16C
Block 50 novos de fábrica, bem como seis F-16A MLU de um lote de
18 unidades usadas compradas da Holanda, de onde vieram também
as quatro fragatas usadas das classes L e M, já operacionais na
Marinha chilena, que aguarda no médio prazo as três fragatas
Type 23 ex-Royal Navy. Foi anunciada a compra de 100 carros de combate
Leopard 2 A1 alemães e 135 novos blindados para transporte de tropas
M-113 Lynx, com canhões de 25 mm, a serem entregues nos próximos
anos. Diversos mísseis estão sendo adquiridos entre eles
os americanos AIM-9M Sidewinder, AIM-120
AMRAAM, SeaSparrow e Harpoon, e os isrelenses Python
5, Derby BVR e Spike MR-LR, além de bombas inteligentes de
diversos calibres.
Argentina: incorporou
a última corveta Meko 140 construída no país, adquiriu
mísseis AIM 9M Sidewinder e pretende viabilizar a modernização
de sua aviação de combate, de transporte e de asas rotativas,
mas com poucos recursos deverá mesmo adquirir, a exemplo do Brasil,
algumas unidades usadas do Mirage 2000C.
Venezuela: assinou um contrato de US$ 3 bilhões com a Rússia
para o fornecimentos de 24 caças
Sukhoi SU-30, dez helicópteros de ataque Mil Mi-35, três
helicópteros pesados Mil Mi-26 e 20 helicópteros utilitários
Mil Mi-17, todas estas aeronaves novas de fábrica. Assinou com
um estaleiro espanhol a construção de 8 navios-patrulha
e estuda a compra de novos submarinos, podendo ser os russos da classe
Amur ou mesmo o franco-espanhol Scorpene.
Colômbia: ainda
muito dependente da ajuda militar dos Estados Unidos, construiu lanchas
para patrulha fluvial, adquiriu mais algumas unidades do helicóptero
UH-60L Black Hawk e deverá incorporar em 2007 uma aeronave Beech
B-300 convertida para atividade de inteligência aérea. Depois
de muitos contratempos foi anunciada a compra de 25 novos aviões
de ataque leve A-29 Super Tucano,
de fabricação brasileira, com as primeiras entregas já
no final deste ano.
Continua o intercâmbio entre as diversas Forças Armadas do
continente através de operações e exercícios
aéreos conjuntos, como COLBRA (Colômbia/Brasil), VENBRA (Venezuela/Brasil),
PRATA (Argentina/Brasil), PERBRA (Peru/Brasil) e CRUZEX, que ajudam a
padronizar os procedimentos e estreitar os laços de amizade entre
as Forças Aéreas. O desenvolvimento conjunto do veículo
leve de combate "Gaúcho", para as Forças Armadas
brasileiras e argentinas, entra em sua fase final de avaliação
operacional nos dois países, antes do início da produção
em série.
Notas
importantes:
> Exército:
pontuaram tanques pesados (MBT), blindados 6x6 e 8x8 artilhados, blindados
de transporte de tropas, canhões autopropulsados e helicópteros.
> Marinha:
pontuaram navios-aeródromos, submarinos, fragatas, corvetas, navios
de patrulha, helicópteros e aviões de esclarecimento marítimo/patrulha/anti-submarinos.
> Força
Aérea: pontuaram aviões AEW&C/SR, caças,
aviões de ataque (jatos), aviões leves de treinamento/ataque,
aeronaves de transporte/reabastecimento em vôo e helicópteros.
> Efetivos / Pop.
= índice do total de efetivos das três Armas em relação
à população do país. Quanto maior este índice
maior a pontuação recebida (de 10 a 50 pontos).
> G.M./ PIB
= índice dos gastos militares em relação ao Produto
Interno Bruto(PIB). Quanto maior este índice maior a pontuação
recebida (de 10 a 50 pontos).
>
P.D.N. = Plano de Defesa Nacional: considerou-se planejamento
de longo prazo, vontade política, interesse no fortalecimento das
Forças Armadas, indústria bélica e Política
de Defesa Nacional.
> P.E.
= Projeção Estratégica: considerou-se a população
total, área do país, efetivos militares, Produto Interno Bruto
(PIB), capacidade de mobilização e atuação em
missões de paz da ONU.
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