Em
setembro de 1980, o Iraque começou uma guerra com o Irã,
tendo como estopim conflitos de fronteira, onde os iraquianos reivindicavam
a posse de territórios e a navegação pelo rio Chatt-el-Arab
única saída de seu país para o mar. O dinheiro
proveniente da grande produção de petróleo possibilitou
ao Iraque a aquisição de todo equipamento necessário
para armar seus soldados.
Seu Exército possuía um contingente de 180.000 homens
e 250.000 reservistas, organizado em quatro divisões de blindados,
com 2.000 blindados pesados de fabricação soviética,
duas mecanizadas, quatro de infantaria, além das brigadas de
forças especiais e da Guarda Republicana. Apesar de alguns êxitos
iniciais, os iraquianos se viram diante de um inimigo com determinação
fanática e uma bravura quase suicida e tiveram que sustentar
longas e custosas batalhas, com pesadas baixas para ambos os lados.
Em meados de 1983 o Iraque já se encontrava em posição
defensiva, preocupado apenas com os contra-ataques do Exército
iraniano. Esta situação perdurou até 1988 quando
a guerra terminou, sem a conquista dos objetivos desejados por Saddam
Hussein. Apesar do apoio soviético, o mau desempenho das tropas
iraquianas demonstrou as muitas fraquezas de seu Exército como
instituição de combate, que novamente se evidenciaria
na Guerra do Golfo,
em 1990, quando as forças aliadas, sob o comando dos EUA, precisaram
de somente 100 horas de combate para libertar o Kuwait.
O militar, cabo do Exército iraquiano, usa uniforme leve de brim
cáqui, adequado ao clima da região onde se travou a guerra
Irã-Iraque. Suas botas de lona e borracha são também
leves e apropriadas para o deserto. As duas listras na manga indicam
o posto e a águia dourada do emblema na frente da boina é
o símbolo nacional do Iraque. A maioria das armas e do equipamento
era fornecida pela ex-União Soviética, fabricante do fuzil
de assalto AKMS de 7,62 mm e dos bolsos carregadores presos ao cinto.