Paraquedista do Exército israelense

Atuação:
Guerra dos Seis Dias - 1967
Guerra do Yom Kippur - 1973
Líbano - 1982



Criada em 1954, com a incorporação do Batalhão Independente de paraquedistas à Unidade 101 e batizada de 202.a Brigada de paraquedistas, tinha como função principal fazer incursões em represália contra oponentes arábes. Tropas israelenses desse tipo têm se destacado em operações além de suas fronteiras, especializando-se em combates diretos.


Seu primeiro grande teste ocorreu dois anos após sua criação, na Campanha do Sinai, quando sob o comando do tenente-coronel Rafael Eitan, 395 homens do 1º Batalhão participaram de ousada operação paraquedista para defender a extremidade leste do passo de Mitla. Embora tenha sofrido pesadas baixas a posição foi conquistada fazendo aumentar ainda mais o respeito por estes bravos soldados.


São utilizadas sobretudo como infantaria de elite, fazendo as vezes de ponta-de-lança em assaltos a posições inimigas. Isto ficou demonstrado na Guerra dos Seis Dias (1967), quando a 55.a Brigada atacou áreas fortificadas da Cidade Velha de Jerusalém, defendidas por jordanianos. Na Guerra do Yom Kippur (1973), a 31.a Brigada participou da defesa ao violento ataque sírio nas colinas de Golan e desempenhou papel importante no subseqüente contra-ataque.


Porém seu mais audacioso feito foi o ataque-relâmpago ao Aeroporto de Entebbe, em Uganda, em 1976, para resgatar mais de cem reféns capturados pela Organização para Libertação da Palestina (OLP). Os paraquedistas israelense são voluntários e o programa de treinamento de dezoito meses é muito rigoroso. Os comandos devem estar habilitados no uso de diversos tipos de armas, na demolição e em combates noturnos.


O soldado paraquedista usa o equipamento de cinto israelense sobre o uniforme verde-oliva do paraquedista. Além das bolsas cheias de munição de reserva para o carregador do fuzil, leva um saco com granadas para o mesmo, cujas aletas aparecem por trás do capacete de náilon. Duas barras no braço esquerdo indicam a patente de cabo. As sub-metralhadoras Uzi foram substituídas pelo fuzil de assalto Galil de 5.56 mm, mais poderoso e preciso.

 



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