Pela
primeira vez, desde que foi criada em 1997, tive o prazer de participar
da 4a. edição da maior feira de equipamentos de defesa
da América Latina, a LAD 2003 - Feira e Conferência Internacional
de Tecnologia de Defesa, realizada
no período de 22 a 25 de abril, no Riocentro. Foi para mim uma
oportunidade única, já que a exposição não
é aberta ao público e o credenciamento dos visitantes
é rigoroso. Voltada aos profissionais do setor, militares, delegações
estrangeiras e imprensa especializada, atraiu somente nos dois primeiros
dias mais de 8.500 pessoas. Mais de duzentas e trinta empresas, nacionais
e internacionais, estavam representadas mostrando aos compradores potenciais
as últimas novidades em equipamentos militares, de uniformes
a fuzis de assalto, de radares a aviões, de veículos 4x4
a caminhões pesados, de bombas a mísseis de última
geração. Na área externa estavam expostos os veículos
blindados 6x6 da extinta Engesa, o EE-9 Cascavel e EE-11 Urutu, ambos
já modernizados pelo Arsenal de Guerra de São Paulo, e
o formidável carro de combate EE-T1 Osório, que impressiona
sob qualquer ângulo de visão. Um lançador de foguetes
Astros II, da Avibrás dividia espaço com o novo veículo
blindado da empresa, o VBL.
Em
exibição estática estavam um AS-332 Super Puma
e um HB-350 Esquilo, da Marinha, um AS-365K Pantera e um AS-550 A2 Fennec,
da Aviação do Exército, estes já com a nova
pintura verde escura de baixa visibilidade, que segundo um oficial presente,
foi totalmente aprovada em exercício realizado recentemente pela
unidade. Na área interna alguns estandes se destacaram pelo tamanho,
como os da Boeing, Lockheed Martin, Rosoboronexport e Indian Defense
Industries (grandes mas com poucas novidades); pela beleza, como os
da Saab, da Dassault e Espanha; pela tecnologia como Embraer/Mirage
2000 BR (simulador da aeronave com os aviônicos que serão
oferecidos no Programa FX da FAB) e Silicon Graphics; ou pela criatividade
como os da Troller e United Kingdom Ministry of Defence (onde eram feitas
apresentações diárias de resgate de feridos por
minas). Os estandes dos fabricantes de armas pessoais atraíram
muitos visitantes: a brasileira Imbel (fuzis MD97L e MD97LC, de 5.56
mm), a belga FN Herstal e a austríaca Glock, com sua linha completa
de pistolas semi-automáticas, que podiam ser manuseadas pelos
interessados. Exemplares dos veículos leves Humvee da AM General,
do T-4M da cearense Troller, do Marruá da Columbus e do blindado
4x4 Iguana da Sabiex, eram apreciados em todos os detalhes. Mísseis
sempre impressionam pelo seu desenho e pela tecnologia embarcada: MICA
RF/IR da MBDA, Python 4 e Derby da israelense Rafael, A-Darter e R-Darter
da sul-africana Denel/Kentron, AA-1 Piranha e MSS 1.2 da brasileira
Mectron (este último em fase de testes junto ao Exército
para homologação, segundo engenheiro da empresa).
Fomos
bem recepcionados no estande de nossas Forças Armadas, simples
mas com gente atenciosa, em especial o da Força Aérea,
onde conversamos sobre sua situação atual, com quase todos
os seus programas adiados. Em paralelo ao evento, foi realizado um ciclo
de conferências, abordando temas de grande interesse para o público
convidado. Enfim, uma Feira bem organizada, com uma estrutura de grande
porte, onde pudemos apreciar o que há de melhor na área
de equipamentos bélicos, colher o máximo de informações
atualizadas dos fabricantes e confratenizar com aqueles que têm
o mesmo gosto pelos assuntos militares em geral. Entretanto, para mim
o mais importante foi poder encontrar pessoalmente os amigos Nelson
Düring, do site Defesanet, Francisco Ferro, da revista Tecnologia
& Defesa, Ronaldo Olive, um dos maiores experts em armas de fogo
do Brasil, Mário Vaz Carneiro da revista Segurança &
Defesa, e o Oficial PM Alberto Pinheiro Neto, meu colega dos tempos
do Colégio Anchieta em Nova Friburgo(RJ), hoje chefe da segurança
da Governadora Rosinha Mateus. Por tudo que vi e por todos com quem
convivi nesta exposição, posso afirmar que me sinto plenamente
gratificado. Até a LAAD 2005 - Latin America Aero & Defence.